São Paulo (SP) - O adeus a Edevair de Souza Farias foi marcado por um princípio de confusão na tarde desta sexta-feira. Cerca de 300 pessoas foram se despedir do pai de Romário no cemitério da Inhaúma, no Rio de Janeiro. Ao lado da mãe, Lita, Romário chorou bastante no enterro. Com a bandeira do América-RJ - clube do coração de Edevair - nas mãos, utilizada para cobrir o caixão, o ex-atacante se despediu do pai. Muitas curiosos tentaram se aproximar do corpo de Edevair durante o velório, causando um empurra-empurra em razão do espaço ser pequeno e reunir também amigos, fãs e seguranças particulares de Romário. No entanto, a segurança conseguiu controlar a situação e o pai do tetracampeão do mundo foi enterrado às 16h10. Presenças O velório foi acompanhado por técnicos e ex-jogadores que aproveitam para dar apoio ao craque da Seleção, recém-aposentado. Alfredo Sampaio e Paulo César Gusmão, que já comandaram o Vasco, entre outras equipes, estiveram presentes, assim como o ex-zagueiro Wilson Gottardo e o tetracampeão Mazinho. Gottardo afirmou que Romário se tornou um grande atacante graças ao pai, que no início da carreira aconselhou o filho a trocar de posição dentro de campo. Romário inicialmente era ponta direita, mas logo se tornou centroavante. O jogador Mazinho, companheiro na Copa do Mundo de 1994, comentou que Edevair foi o responsável por Romário ter se tornado um grande homem. "A família dele sempre foi muito honesta e ele se tornou o homem que é por causa do pai. Lamento apenas que ele não tenha realizado o sonho de vê-lo jogar pelo América-RJ", disse.
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